Está amplamente comprovado que o colagénio é seguro e eficaz para uma variedade de utilizações, desde o alívio das dores da artrite até à melhoria da aparência da pele.
Se faz parte daquelas pessoas que gostam de saber exatamente o que é um suplemento e como funciona antes de o adicionar à sua rotina – continue a ler!
Vamos analisar como o colagénio é formado.
Do que é feito o colagénio?
Como o próprio nome sugere, o procolagénio é o precursor do colagénio. O procolagénio é criado quando a prolina e a glicina (dois aminoácidos) são combinadas. A vitamina C e o cobre são necessários para a criação de procolagénio.

Quando sintetizado em colagénio, o procolagénio combina-se com qualquer um dos 17 aminoácidos (excluindo a glicina, prolina e hidroxiprolina). O cobre também é necessário para a última etapa da síntese do colagénio (que abordaremos em breve).
Estruturalmente, o colagénio pode ser pensado como múltiplas camadas de cordas fortes e espessas (fibrilhas) com minerais distribuídos por toda a parte. Estas cordas são formadas por estruturas mais pequenas semelhantes a fios (triplas hélices), que por sua vez são feitas de muitos fios mais pequenos (cadeias).
Semelhante a uma estrutura feita de camadas de cordas robustas, o colagénio é mecanicamente sólido. A glicina desempenha um papel importante na estrutura do colagénio – representa um em cada três aminoácidos numa cadeia de aminoácidos.
A glicina é o aminoácido mais pequeno e permite que a estrutura do colagénio seja compacta e forte.
Qual é o processo de síntese do colagénio?
Como já discutimos, a estrutura do colagénio é relativamente complexa, com camadas sobre camadas de diferentes cadeias de aminoácidos.

A síntese do colagénio é um procedimento de várias etapas que requer a utilização de muitas estruturas diferentes, tanto dentro como fora dos fibroblastos (células especializadas na produção de colagénio dentro do tecido conjuntivo).
- Transcrição (no núcleo): o mRNA transcreve genes que serão usados como o “código” que será traduzido para criar cada uma das cadeias de aminoácidos individuais.
- Tradução (no citoplasma): os ribossomas e o mRNA traduzem os genes que acabaram de ser transcritos. A estrutura é agora chamada de cadeia pré-pró-polipeptídica.
- Processamento pós-tradução (no retículo endoplasmático): o primeiro péptido (uma cadeia curta de aminoácidos) numa extremidade da cadeia é removido. Enzimas e a vitamina C ajudam ao adicionar um grupo químico (hidroxilo) a alguns péptidos, e cada um destes péptidos hidroxilados é então glicosilado (é adicionado um hidrato de carbono). Três cadeias são entrelaçadas numa tripla hélice num processo semelhante a um fecho de correr, e a hélice é torcida na direção oposta de cada fio para aumentar a sua resistência.
- Processamento intracelular final (no aparelho de Golgi): a estrutura é agora conhecida como procolagénio. Algumas alterações finais são concluídas aqui, e depois o procolagénio é montado em vesículas secretoras, que o transportarão para fora da célula.
- Formação de tropocolagénio: as enzimas (colagenase peptidase) removem os péptidos das extremidades das moléculas de procolagénio, o que o transforma em tropocolagénio.
- Síntese da fibrilha de colagénio: outra enzima (lisil oxidase) faz com que as moléculas de tropocolagénio se liguem entre si, o que monta o produto final – uma fibrilha de colagénio.
Como pode aumentar a síntese de colagénio?
O seu corpo já sabe como produzir colagénio. Então, como pode convencê-lo a produzir mais? É simples – basta comer os alimentos certos.

Primeiro, consumir proteína de alta qualidade é fundamental. Se come carne, alimentos como carne, marisco, laticínios e aves são normalmente excelentes fontes.
Se a sua dieta é à base de plantas, as leguminosas e o tofu também são geralmente de alta qualidade. Outros nutrientes a priorizar para aumentar a síntese de colagénio incluem:
- Vitamina C (frutos silvestres, citrinos, pimentos);
- Prolina (produtos lácteos, couve, claras de ovo, cogumelos, espargos);
- Glicina (gelatina, pele de porco/frango, muitos outros alimentos que contêm proteína); e
- Cobre (sementes, frutos secos, leguminosas, vísceras).
O que pode sabotar a síntese de colagénio?
Existem vários comportamentos que podem destruir o colagénio ou interferir com as suas funções, incluindo:
- Doenças autoimunes (incluindo lúpus);
- Má alimentação (nomeadamente, excesso de hidratos de carbono refinados e açúcares);
- Tabagismo (diminui a produção de colagénio); e
- Radiação ultravioleta (também reduz a síntese de colagénio).
Principais conclusões
No final, desde que evite os comportamentos que interferem com a síntese de colagénio e privilegie os alimentos que promovem a sua produção, estará a fornecer ao seu corpo o que ele necessita para criar um produto que já sabe como fabricar.
Se a sua ingestão de proteína não for a ideal – ou se a qualidade da proteína que está a consumir for medíocre, a suplementação pode ser extremamente útil para atingir os seus objetivos.
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